terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Vamo marcar




Desculpe por pisar no teu dedo
Se eu lhe vi e nem vi que você pintou o cabelo
Se eu ando bem com o meu corpo assim mesmo
Se eu não fiz amor tão bom, se eu gozei primeiro
É que eu tô sem tempo
Corre Tempo!
Desculpe se eu ainda não me livrei daquele medo
desculpe por aquela dor ainda guardada no meu peito
Se eu furei a fila, se eu invadi o sinal vermelho,
Se eu não votei num candidato digno de respeito
Se eu fico bobo em fevereiro
Se eu ainda não gastei o meu dinheiro
É que eu tô sem tempo
Corre Tempo!
Se eu entrei e nem lhe dei 'bom dia!'
Se eu não leio mais o que eu lia
Se eu não vou no aniversário da minha filha...
Desculpe se tudo amanheceria.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Alegria de Facebook



 
É tudo fake, é tudo fake
Melhores momentos do seu Face
Eu te vejo e cada vez mais sei
Que a alegria que ataca por esses posts
É a tristeza escondida que não trouxe
Mas está em algum lugar a verdade
Talvez nas suas mensagens
Nos seus torpedos
Na sua web site.
Te vejo em tantas fotos
Mas sei que você deve estar em uma delas
Mostre-se, mostre-se.
Por um momento só entregue-se
E confesse.
A verdade é dura, mas inconteste.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Des-mancha




Desconfiança
Por mais que jure ao pé da santa
Preferes colher o que planta.

Só lhe peço que olhe
E me diga se não aguenta
‘De olhos bem fechados’ só vai ver o que pensas.

Assim eu falo, assim reza a lenda.
 E então se recomenda:
- Não se apegue à maldita herança.
O que pode ser caminho pra Tormentas,
Pode ser também pra Boa esperança.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Da série 'Quem canta seus males confronta' Humanismo-existencial




(...) 
E eu gosto
De estar na terra cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano

Perfeição demais me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso


Carne e Osso  - Zélia Duncan

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Insights Psi




 'Quando a boca se cala, falam as pontas dos dedos'.

                                                                                   S. Freud


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Singular


O que faz alguns falarem
faz a mim calar,
meu corpo ficar manso
minha mente se esterilizar.
Se for seguir as convenções
garanto os aplausos e as promoções,
mas o meu mal - estar tão querido
vira mais um sintoma pra se caçar.
Se eu tenho meu estilo
me deixe assim brotar.
Fidelidade à minha palavra.